quarta-feira, 4 de agosto de 2010

No detalhe de uma rosa que quase já ...

não tem pétalas, a mesma não perde
sua beleza apesar de estar nos últimos
dias de vida. Com um céu completamente
nublado que o sol tenta ultrapassar pra
trazer seu brilho ofuscante. Um som de
fundo que não poderia ser mais apropriado!

O vento hoje parece cantar a mais das
belas melodias. Indo ao máximo do seu
tom demonstrando a felicidade de ser livre,
de não ser visto mais notado e ser entendido
mesmo que sua voz não tenha tradução.
Nos momentos de solidão que tudo parece
um tanto sem sentido e que suas buscas
sempre demonstram em vão. Na saudade de
alguém que já não tem importância alguma
mais faz falta e um misto de desespero
com rebeldia de querer fugir o mais rápido
possível mais se sente fraco demais pra isso.

Queria ter a maestria do vento, ter o dom de
carregar todas minhas magoas e angustias
da mesma forma que ele faz com folhas e as
nuvens que escureciam o dia. Ser o mais
dos fortes vendavais e ter o poder de ser
a mais perfeita brisa de um fim de tarde e
poder coordenar a minha vida da forma que faz
na imensidão do céu com tantas nuvens.

Ele próprio acaba de entrar por minha janela.
Vem frio e me faz sair de um estado estagnado
pra pegar uma blusa como quem diz, levante-se!
Se é capaz de ser imune a mim com um simples gesto
porque não da um passo além e tomar o controle
da sua vida?

Não fecho os ouvidos pra nada disso nem espero
que as coisas se façam melhor sozinhas. O problema
é acreditar que da mesma forma que o vento mesmo
chegando perto da perfeição consegue destruir
casas e acabar com vidas. É difícil de que sentimentos
verdadeiros tem que ser esquecidos sem um motivo
justificado.

Busco um dia ser tão sublime como o vento.

2 comentários:

  1. arrasou bruninho, esses textos
    dariam boas letras pra fresno,
    sério :D

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  2. ééé que o lucas é meio depressivo que nem eu :D
    suaisioausioausaoiusa

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