terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Jogo todos meus versos...

no ventilador para que se tornem só um monte
de palavras de algum dicionário qualquer.
Ignoro a chance de ter um amanhã como
alguém que tem a certeza do fim do mundo.
Arranco fotos das paredes e deixo-a tão escura
que não seja possível nem a luz do majestoso
sol iluminar.

Enxugo cada gota de chuva que caí do
céu e acabado deixando passar apenas uma
de gosto salgado que desfilou sobre meu rosto.
Espalho álcool sobre as roseiras e acendo
o fogo usando como carvão cada cd que
tenho tanto apego. Saio correndo sem
direção até as pernas cansarem e os pulmões
que começam a falhar. Paro em uma mesa de bar
e me afogo com a bebida mais vagabunda e prejudicial
que ali pude encontrar.

Caminho em meio a multidão procurando por
aquele olhar que cruza tão perfeitamente com
o meu. Sigo circos e me visto de palhaço só
pra matar de vez a esperança de encontrar um
sorriso igual e irradiante como o seu.

Me desdobro e crio mil maneiras pra ti esquecer.
Tenho a minha melhor decepção de todas pois
descubro que é impossível, ou melhor, não
é que seja impossível, talvez só meu coração
que não queira isso.

Nos pensamentos que eram vazios agora só
encontro você. Em noites de insônia lembranças
suas me confortam. Já foram inúmeras vezes
pensando em fugir, hoje só imagino fugindo com você.

Jogo todos meus versos no ventilador e todas
as palavras misturadas se tornam melodias
que quem sabe um dia não demonstre um por cento
do que você vem se tornando pra mim, exceção.

" meu sorriso e minha cada de boba estão mais
do que na cara que eu a cada dia que passa fico
mais encantada! Você me faz sentir frio
na barriga só de pensar que eu vou te ver fds.
Sem sombra de duvidas você me faz bem que as minhas
cicatrizes e dores não doem mais. Você me faz bem "

Você me faz bem [2]

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