Eis que surge com um olhar de quem
passou muita coisa, que as dificuldades
eram rotina e que só tinha o
travesseiro pra te apoiar.
Eis que surge com um olhar frio e
maduro, blindando seus sentimentos
e não dando brecha pra se aproximar,
evitando de se apaixonar.
Eis que surge e logo some. Sem um
até logo, sem um adeus. Confundindo
o que você dava como certo,
transmitindo ponto e vírgula aonde
você achava que só cabia ponto final.
Eis que surge, mas dessa vez
algo mudou. Em meio a serenidade ela
não consegue disfarçar sorrisos,
em meio a dias conturbados deixa
escapar a saudade e vontades como
que naquele momento só precisa de você,
só precisa sentir o seu abraço.
Eis que surge a moleca que corre
engraçado e não perde por nada uma
zoação. Aquela que te encocha na pia
do banheiro e da cotovelada em meio
a brincadeiras de tão desastrada.
Eis que surge aquela que conhece
cada ponto que lhe deixa arrepiado
e sabe as palavras que lhe enlouquece.
E você sorri, se alegra e diz eufórico
que gosta dela assim, de jeito. Sem todo
aquele semblante que se tornou o normal.
Eis que surge a seriedade de volta,
as palavras formais como quem evita
algo que possa estar despertando,
que possa despertar.
Eis que ela surge, mais linda do que
nunca, com dezenas de olhares sobre ela
e cantadas que procuram conseguir
alguma coisa.
Eis que ela surge, com a voz que
estremesse, o sorriso que me derrete
e com o jeito que me coloca em
suas mãos. Porque o nervoso sempre
passa, o ciúmes fica evidente e o
desejo que ela fique um pouco mais
está estampado em forma de palavras.
Eis que ela surge, eis a felicidade.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
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