Caminhou, caminhou, caminhou; A cada suspiro que surgia lhe mostrava que ele já havia parado de contar os passos, ele já não sabia quantos quilômetros tinha percorrido e se viu perdido quando parou de olhar para seus pés. Quando levantou a cabeça não existia qualquer referência de onde estava, de como voltar para casa ou encontrar qualquer pessoa que o amava. Com esse despertar para a lucidez ele começou a fazer questionamentos sobre se ele realmente não estava lúcido; Que desde que começou caminhar, que lançou seu pé para o primeiro passo ele tinha completa convicção da onde queria chegar e o que encontrar. Ele vê um tijolo e quebra em diversas partes e começa escrever palavras no asfalto com o intuito de resolver esse quebra-cabeça que lhe causa arrepios, medo e estranhamento por uma situação que ele nunca tinha passado. Ele já estava dentro de si preparado para tudo e não importava o que fosse, ele tinha a resposta ou a lógica que ele abraçava quando já não tinha argumentos. Ele escreveu o seguinte: Para fazer o fogo precisa ter uma fagulha em algo que tenha fácil combustão, perder a energia tentando pôr fogo em algo que só queima com a chama acesa não faz sentido. Ele percebeu que estar perdido mesmo caminhando cheio de certezas é o contraponto do presente. O presente é palpável, apenas por estar respirando. E não existe e nem existirá vida se não estiver presente.
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