Desce com maestria e delicadeza.
Cada gota que cai, toca algo, toca
alguém. E com sua incrível forma
de ironicamente, criar qualquer forma.
Ela desenha e acompanha todo detalhe
por onde passa. Inevitavelmente acaba
no chão, mais pudera uma gota de chuva
contar toda essa viajem de em segundas
cair da nuvem e tocar o chão. Pudera
eu poder expressar toda essa minha viajem.
Transformar em fala ou escrita o que meus
olhos transparecem em isoladas ocasiões.
Triângulos, quadrados ou toda geometria
em si. Aonde o tato se forme um fato e
que o lábio mostre a forma de tudo
isso que se forma em mim.
Como uma estrela celeste que nunca
falha na sua chegada. E não existe
adeus na sua ida, não existe despedida.
Vence a escuridão mesma coberta por
um véu, que como uma noiva no altar,
se revela ao amado com uma imagem
memorável, formidável e inesquecível.
Deslumbra os olhos, suspiros de emoção.
Seu brilho ofusca o breu e a escuridão,
rende comentários até pra quem finge
a solidão. A lua é singela e nunca tem
nada pra dizer, mais isso não impede que
quem a contemple, fique louco pra rever.
Demasiado ao lhe ver saindo de um
portão, impressionado pelo dom de
acelerar meu coração. Vence a lua e
aquela chuva boa, pois a sensação
de ambos eu sempre vou ter. Mais o
dia ao certo pra lhe ver, pudera um
dia poder prever.
domingo, 9 de novembro de 2014
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário