No meio do silêncio as palavras se
amontoam como cartas de baralho.
Tristes ou alegres, mais chega
causar fascínio a formar que elas
se auto-completam quando não
existe ninguém pra romper todo
esse silêncio perturbador. São chagas
sobre chagas se formando sem ter o
tempo de cura, um momento para
cicatrização. Maldito tempo, insisti
em passar mesmo sabendo que os
passos se tornaram curtos demais
para conseguir acompanha-lo.
E quanto o tempo começa a ser o vilão,
você se vê amarrado em um peso
que o seu corpo insisti em gritar:
" Eu não consigo aguentar. "
E o silêncio sorri, ele gargalha sobre seu
corpo. Por mais que sua voz entoe por
cada poro do seu corpo e se dissipa
pelo ambiente, você não é capaz
de supera-lo. Quando existe tanta
coisa pra se acreditar e imaginar.
Esse silêncio não lhe permite fazer
uma simples pergunta.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
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