terça-feira, 11 de novembro de 2014

Três, dois, um. Silêncio

No meio do silêncio as palavras se 
amontoam  como cartas de baralho. 
Tristes ou alegres, mais chega 
causar fascínio a formar que elas 
se auto-completam quando não 
existe ninguém pra romper todo 
esse silêncio perturbador. São chagas 
sobre chagas se formando sem ter o 
tempo de cura, um momento para
cicatrização. Maldito tempo, insisti 
em passar mesmo sabendo que os 
passos se tornaram curtos demais 
para conseguir acompanha-lo. 

E quanto o tempo começa a ser o vilão, 
você se vê amarrado em um peso 
que o seu corpo insisti em gritar: 
" Eu não consigo aguentar. " 
E o silêncio sorri, ele gargalha sobre seu 
corpo. Por mais que sua voz entoe por
cada poro do seu corpo e se dissipa
pelo ambiente, você não é capaz 
de supera-lo. Quando existe tanta
coisa pra se acreditar e imaginar.
Esse silêncio não lhe permite fazer
uma simples pergunta.



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