sábado, 14 de dezembro de 2024
Despertar no pacífico - Primeira estrofe
A água salgada se torna o Oásis no deserto, a atração consome sua mente como um beijo embriagado em alguém que acabará de conhecer e ter certeza que foi o melhor beijo da sua vida. Sua alma começa a fragmentar da mesma forma que o parabrisas de um carro após uma batida frontal, não existe conserto e diferente do parabrisas, não é possível ir em uma auto peças, em um ferro velho e adquirir uma alma sobressalente. Você sente seu corpo esgotado e o único motivo de não abrir os braços e largar seja qual for a parte do navio está agarrado é porque não tem forças pra soltar. Sua mente não funciona, você não consegue discernir se está vivo ou morto pois o que sente não parece vida porém nunca esteve morto para diferenciar. Você adormece; Seu corpo relaxa. Já percebeu o quão difícil é sonhar quando teve um dia cansativo, chega ser injusto simplesmente o despertador tocar e não ter a sensação que dormiu. Seus braços se soltam e você acorda com a água salgada entrando pelo nariz e a dúvida se esvai, você está vivo, o desespero é amante da vida. Seu corpo reage instintivamente, suas pernas começam a se mexer e seus braços buscam a superfície e a dor aguda nas articulações denota o quanto tempo que você não se movia. Três batidas de pernas, duas batidas de braços e a superfície lhe acolhe; Que bom que o despertador tocou. ( Contínua… )
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