Bitucas de cigarros, guias com concreto rachado, latas de cervejas e um pino entre o mato que ignora o cimento para continuar crescendo. Não há “mata mato” quando o mato precisa crescer. Um céu pintado de azul e branco com o sol envergonhado para o entardecer. Prédios de quem pagou para morar ali e, pessoas que viram milhões abandonado uma oportunidade para fugir da chuva que demora, mas, quando chega, não existe barrado que aguentaria as “goteiras”. Bem e Mal ou Bom e Mau é uma das regras gramaticais que na fala ninguém percebe qual a última letra; Na verdade, dentro do contexto da escrita, mudar a intenção por uma letra me parece banal; Banal como o equilíbrio que buscamos, o equilíbrio que supostamente precisamos. Banal como alguém ter convicção que está certo mas, por empatia, por equilíbrio, dizer que entende o outro, por mais difícil que seja a situação, por mais que discorde. Banal como alguém que tem a certeza da verdade e tenta convencer, mesmo afirmando que até pode estar errado, mas, é o que você deve fazer. Banal como esse texto.
Não há religião, não há propósito, não há emprego, não há família. Não há música, não há objeto, não a cidade, estado ou país. Não há namorada, não há esposa, não há traição, não amor.
Banal como esse texto.
A quem acorde e diz que, “é um novo dia para viver” e a quem acorde e diz, “é um dia a mais perto de morrer”. E existe quem não diz nada.
O anarquismo de ignorar os pensamentos traz o conforto que não importa se está olhando para um pino ou para o céu azul. O anarquismo do pensamento ignora tentar aceitar o equilíbrio de ver tudo em volta mesmo desfocado.
O anarquismo do pensamento traz você para você.
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