sábado, 4 de abril de 2026

Inteligente; Sábia; Diferente?! Um tio depois de muito tempo conversando com você.

Acredito que a única qualidade que tenho com convicção é a sinceridade. Não aprendi ainda o meio termo para mim, mas, estou em um caminho bom em ser sincero com alguém que pode apenas dar um tiro na minha cabeça e vida que segue, ou  ser sincero com Deus; Debatendo mesmo sem ter debate na posição dele. Só que, mesmo sendo Deus e ele sabendo de tudo, vou ser sincero mesmo que no meu coração possa estar desagradado ele.

Dito isso, o texto a seguir é só para reafirmar minha sinceridade. Está aqui, no Tente Ser Real, não porquê você é minha sobrinha, ou antes eu dizendo que você podia escrever porquê você conta o que aconteceu comprando pratos com sua avó em detalhes, mesmo sem perceber os detalhes. Tentando escrever um livro, eu percebi que os detalhes são importantes para as personagens, eles me dizem isso; O cheiro do café, foi um dos motivos de estar aqui no blog, de ficar emocionado lendo algo. Minha sinceridade não deixaria o texto a seguir aqui, mesmo você sendo minha sobrinha e amando mais a Bruna de primeiro nome do que usar Roberta rs

“Sumaré SP,9 de março de 2026  

Meu nome é Bruna e eu tenho mais ou menos a sua idade. Estudo na escola Ângelo, aqui na cidade onde moro. Resolvi te escrever para contar um pouco sobre o meu lugar no mundo e como é o meu dia a dia.

Todas as manhãs eu acordo cedo para ir para a escola. O despertador toca e, mesmo com sono, eu levanto, me arrumo e tomo café. Normalmente o cheiro de café e pão quente toma conta da casa, e isso já faz parte da minha rotina. Depois pego minhas coisas e vou para a escola Ângelo. No caminho, vejo as ruas ainda um pouco quietas, algumas pessoas indo trabalhar e o sol começando a aparecer no céu.

Na escola encontro meus amigos, converso, dou risada e assisto às aulas. Esse lugar é muito importante para mim porque é onde eu aprendo coisas novas todos os dias e também onde passo boa parte do meu tempo. Os corredores cheios de alunos, o barulho das conversas no recreio e até a correria para não chegar atrasada fazem parte do meu cotidiano.

O meu lugar no mundo é formado por essas pequenas coisas: minha casa, minha escola, meus amigos e a rotina das manhãs. Pode parecer simples, mas são momentos que fazem parte de quem eu sou e da minha história.

E você, como é o lugar onde você vive? Como é a sua escola e sua rotina?

Espero que você me conte mais sobre o seu dia a dia também!

Um abraço,  

Bruna”




sábado, 7 de março de 2026

Barulho

A expertise da humanidade afunilou — ou melhor, se aproximou — do que falsos videntes dizem que podem prever: o futuro. A ciência encurtou a distância do próximo passo que a natureza pretende dar e, a natureza sendo a natureza, ignora isso vez ou outra; seja pintando uma de suas faces em forma de aurora em um céu que não costuma pintar com tais cores, ou como um terremoto que, apesar de ter um lar, nada o impede de ir para longe e atingir lugares que pesquisadores e computadores acreditavam não ser possível.

As pessoas se assemelham à natureza: existe uma imprevisibilidade constante — por mais previsíveis que pareçam.

No silêncio particular da mente, tento ler as pessoas. Quem é constante demais pode estar escondendo algo; quem é aleatório a todo instante pode estar procurando algo que nem ele mesmo sabe. O silêncio de observar traz a clareza de que não é a primeira impressão que fica e, às vezes, nem um amontoado de impressões traz tal clareza também. Quem sabe o errado sou eu?

Raramente encontramos pessoas que não se enquadram em nenhuma dessas opções. A sinceridade desvairada torna a pessoa um livro que é possível ler pela capa; essa sinceridade faz com que a gente queira abrir o calhamaço em uma página aleatória, só para se deliciar com os detalhes que a capa continua gritando que são apenas detalhes.

Dentro das minhas crenças filosóficas, existe a de que ninguém muda pelo outro ou para o outro. Acredito que somos egoístas demais para isso, e esse egoísmo pode fazer com que mudemos, sim; mas buscamos uma satisfação própria, mesmo que tal satisfação seja alcançar o sorriso de alguém que só fazemos chorar.

Meu egoísmo em forma de caretas traz gargalhadas de fazer você perder o ar. Seu egoísmo nos bons dias às 6 da manhã trouxe sorrisos que só aconteciam depois das 8. Meu egoísmo em tentar ajudar trouxe sua admiração exagerada por mim. Seu egoísmo em falar alto demais trouxe a pessoa que naturalmente fala bem mais alto que você. Meu egoísmo de gostar de escutar trouxe a pessoa que sempre, sempre tem algo para falar.

Nosso egoísmo em carregar essa sinceridade desvairada causa estranheza nas pessoas que leio no meu silêncio particular. Essa sinceridade desvairada — e normalmente no singular — lhe torna a pessoa incrível que você é, que incomoda quem não entende a verdade. Somos parecidos, apesar da maturidade que a idade me trouxe — e você vai chegar lá.

E essa maturidade não pode mudar sua personalidade. Seja egoísta a ponto de entender que você está em primeiro lugar, que você pode mudar, mas por você — mesmo querendo ser melhor para quem está ao seu redor.

A natureza ignora a expertise das probabilidades, como as pessoas ignoram o princípio básico do que é ser sincero sem julgar o que sentem com os padrões em que vivem.

Fechando os olhos, escuto sua gargalhada, e a parte boa é que está em vida. Você me ensinou que é possível rir antes das 8 e me ensinou que a sinceridade, na minha crença filosófica, tem sentido.

É impossível dentro de mim, em parar de falar com você, em lhe ver;

Provavelmente eu amo você, não vou dizer que sim porquê talvez o egoísmo de não estabelecer o que tu precisa, me trava.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Já diria o Racionais MC's: Nada como um dia, após o outro dia.

Bitucas de cigarros, guias com concreto rachado, latas de cervejas e um pino entre o mato que ignora o cimento para continuar crescendo. Não há “mata mato” quando o mato precisa crescer. Um céu pintado de azul e branco com o sol envergonhado para o entardecer. Prédios de quem pagou para morar ali e, pessoas que viram milhões abandonado uma oportunidade para fugir da chuva que demora, mas, quando chega, não existe barrado que aguentaria as “goteiras”. Bem e Mal ou Bom e Mau é uma das regras gramaticais que na fala ninguém percebe qual a última letra; Na verdade, dentro do contexto da escrita, mudar a intenção por uma letra me parece banal; Banal como o equilíbrio que buscamos, o equilíbrio que supostamente precisamos. Banal como alguém ter convicção que está certo mas, por empatia, por equilíbrio, dizer que entende o outro, por mais difícil que seja a situação, por mais que discorde. Banal como alguém que tem a certeza da verdade e tenta convencer, mesmo afirmando que até pode estar errado, mas, é o que você deve fazer. Banal como esse texto.

Não há religião, não há propósito, não há emprego, não há família. Não há música, não há objeto, não a cidade, estado ou país. Não há namorada, não há esposa, não há traição, não amor.

Banal como esse texto.

A quem acorde e diz que, “é um novo dia para viver” e a quem acorde e diz, “é um dia a mais perto de morrer”. E existe quem não diz nada.

O anarquismo de ignorar os pensamentos traz o conforto que não importa se está olhando para um pino ou para o céu azul. O anarquismo do pensamento ignora tentar aceitar o equilíbrio de ver tudo em volta mesmo desfocado.

O anarquismo do pensamento traz você para você.







sexta-feira, 2 de maio de 2025

Fronteira

Um som começa, os ouvidos transmitem para o cérebro referências de melodias de uma canção nunca cantada e, no corte dessa procura, os olhos traduzem o invisível. O vento atravessa as folhagens, ceifando a ternura da dança. A sinceridade transmitida por notar faz entender por que existem sorrisos e lágrimas. Quando se percebe que algo assim aconteceu com você, o purgatório tácito é o caos dentro de uma garrafa contida por uma rolha. É muita beleza que você tem certeza que é para você, mas que o consome sem que você entenda qual é o pecado que está pagando. Na fronteira entre o céu e o inferno, você é o réu, o juiz e os jurados. Quão boa pessoa você acredita ser? Qual é a pior coisa que já fez? Quando seu veredito não é de culpa, a absolvição é a negligência que você acredita merecer porque considera ser uma boa pessoa. Entre a fronteira do céu e do inferno, as pessoas podem escolher um lado com a intenção de se manter distantes de você. Você precisa entender que a responsabilidade de se autointitular uma boa pessoa o transforma em uma das piores. A dança ceifada são os olhos do observador debochando da ignorância de você acreditar que as pessoas que o amam têm a obrigação de querer você por perto. Qual é a pior coisa que já fez?

sábado, 11 de janeiro de 2025

Despertar no pacífico - Terceira estrofe

Você suspira! Como o velho clichê de um suspiro de vida, porém parece ser diferente, você nunca experimentou tal sensação, como se fosse o mesmo susto de um filhote de cachorro espirrando pela primeira vez, pra ele é assustador e justificável o susto, existe um ambiente descoberto nas curtas quatro patas dele sem ainda explorar que pode tornar essa experiência que vem do nada em um medo de voltar a se mover, porém faz seu instinto natural apenas ignorar porque tem situações piores por vir e ele dá outro passo. ( Filhotes sempre dão outro passo independe da situação. )Você não é um filhote, o suspiro acompanha o clichê e a dor não é algo fácil de lidar, a dor é incrédula, ela corrompendo a lembrança e não porque ela tem o poder de fazer isso, mas porque ela assume um papel no suspiro de vida olhando pro absoluto nada que é mais certo largar o que lhe mantém boiando do que qualquer lembrança, motivo ou amor. A dor se torna uma âncora pro alívio, agarrar nela e ir até o final é a única coisa que tem coerência nesses últimos dias que você se sente sóbrio (...)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Despertar no pacífico - Segunda estrofe

A chuva cobre o seu corpo como um véu de noiva e a dor que causa por conta da insolação é comparável com a de uma menina de 13 anos sendo obrigada a casar na década de trinta para quitar as dívidas do seu pai; Você esqueceu qual é a sensação de sentir sede e é natural que isso acontecesse, você nunca havia  ficado duas luas sem água, a dor que ressonava em cada membro do seu corpo fora d’água tornava o gosto da morte mais familiar, mais desejável. Como um rio em uma época de seca e seu solo craqueado com suas curvas se perdendo na paisagem árida, as gotas escorrem entre as fissuras dos seus lábios; Eles descolam e sua mente entra em dúvida se o gosto da morte é tão saboroso assim. Um clarão de lembranças é disparado contra você, quando criança adorava quando chovia, dos banhos, das brincadeiras, em juntar as mãos e ver as gotas se acumulando e tomar como se estivesse cedendo, como se estivesse à deriva. A dor, por mais que ela seja cruel carrega consigo uma fraqueza exposta, memórias boas se sobrepõem a ela. Seu primeiro despertar (...)

sábado, 14 de dezembro de 2024

Despertar no pacífico - Primeira estrofe

A água salgada se torna o Oásis no deserto, a atração consome sua mente como um beijo embriagado em alguém que acabará de conhecer e ter certeza que foi o melhor beijo da sua vida. Sua alma começa a fragmentar da mesma forma que o parabrisas de um carro após uma batida frontal, não existe conserto e diferente do parabrisas, não é possível ir em uma auto peças, em um ferro velho e adquirir uma alma sobressalente. Você sente seu corpo esgotado e o único motivo de não abrir os braços e largar seja qual for a parte do navio está agarrado é porque não tem forças pra soltar. Sua mente não funciona, você não consegue discernir se está vivo ou morto pois o que sente não parece vida porém nunca esteve morto para diferenciar. Você adormece; Seu corpo relaxa. Já percebeu o quão difícil é sonhar quando teve um dia cansativo, chega ser injusto simplesmente o despertador tocar e não ter a sensação que dormiu. Seus braços se soltam e você acorda com a água salgada entrando pelo nariz e a dúvida se esvai, você está vivo, o desespero é amante da vida. Seu corpo reage instintivamente, suas pernas começam a se mexer e seus braços buscam a superfície e a dor aguda nas articulações denota o quanto tempo que você não se movia. Três batidas de pernas, duas batidas de braços e a superfície lhe acolhe; Que bom que o despertador tocou. ( Contínua… )